As chuvas se confirmaram, o solo em regiões como o Oeste Potiguar já é
considerado apropriado para o plantio, mas o sertanejo ainda espera a
semente para lançar na terra. A Secretaria de Agricultura e Pesca do
Estado ainda não sabe quanto terá de orçamento para a aquisição da
semente no volume desejado – 320 toneladas de milho, feijão e sorgo - e
não descarta a possibilidade de reduzir a cota por produtor, caso o
custo orçado em R$ 2,9 milhões.
Alto Oeste: solo já está preparado para o plantio, falta sementes “Aguardamos a confirmação de orçamento para aquisição de semente, se vai
haver subsídio, se vamos dispor de valor maior ou menor que poderá vir
depois da reunião em Brasília”, antecipou Antônio Carlos Magalhães,
coordenador de Agropecuária da Secretaria de Agricultura. “Caso não se
confirme, teremos que reduzir o volume por produtor rural”, acrescentou o
coordenador.
Ontem e hoje, secretários de agricultura de todos
os estados da região Nordeste estão reunidos com o Ministério da
Agricultura e a Secretaria Nacional de Defesa Civil para tratar ações de
convívio com os efeitos da estiagem prolongada e, entre as pautas, está
a distribuição de sementes.
A Emparn repassou, ainda na semana
passada, orientação ao Governo do Estado quanto à distribuição das
sementes para os municípios da região Oeste e Alto Oeste potiguar – até
então não iniciada. “O solo já tem condições favoráveis, está com
umidade para o cultivo e com a previsão de regularidade de chuvas para
os próximos 15 dias, sem a ocorrência de verânicos, é propícia para o
plantio”, disse o chefe do departamento de meteorologia da Emparn,
Gilmar Bristot.
O cronograma do programa do banco de Sementes, com datas e volumes
destinados, será apresentado na próxima segunda-feira, dia 24. Em
reunião periódica do Comitê da Seca, realizada no dia 12 deste mês, a
governadora Rosalba Ciarlini já havia acenado para a distribuição das
sementes em até 15 dias, tendo em vista que já estava licitado.
A
aquisição de sementes será feita junto a duas empresas - Emparn e
Santana Agroindustrial – que participaram de registro de preço realizado
pela Sape. Ao todo, estão cadastrados 36 mil produtores rurais que
terão acesso ao banco de sementes em 146 municípios selecionados. Cada
produtor teria direito a 5 quilos de feijão, 5 quilos de milho e 3
quilos de sorgo.
A logística de distribuição obedecerá a
ocorrência de chuvas por região, conforme orientação do Departamento de
Meteorologia da Emparn. Os grãos serão entregues a partir de dez
regionais da Emater para 1.150 bancos de sementes, a começar pelo Alto
Oeste (Pau dos Ferros, Umarizal e Mossoró), Assu (região do Vale do Açu e
Central, Seridó (Caicó e Currais Novos), João Câmara (região do Mato
Grande), São José de Mipibu (região Agreste), São Paulo do Potengi
(Potengi) e Santa Cruz (Trairi).
Reunião
Além da
distribuição da semente, a construção de cisternas, adutoras e
perfuração de poços estão na pauta dos secretários de agricultura que se
encerra hoje, em Brasília. O governo do Estado já havia anunciado a
prorrogação pela quarta vez consecutiva, do decreto que estabeleceu a
situação de emergência nos municípios afetados pela estiagem.
Gradativamente, ao longo de quase dois anos, o cenário no interior do
Estado piorou. Pelo menos 161 cidades potiguares estão em estado de
alerta. A renovação do decreto – mesmo com a previsão da Emparn de que
haverá chuvas normais em 2014 – é além de uma forma de buscar soluções e
recursos públicos junto ao Governo Federa, também garante a
continuidade da operação carro-pipa.
Fonte: Tribuna do Norte
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Posse da Nova Diretoria do STTR
Dia 16/01/2014 (Quinta Feira) pela manhã aconteceu a solenidade de posse da nova
diretoria do Sindicato dos Trabalhadores(as) Rurais de Felipe Guerra, na
oportunidade Antonio de Souza mais conhecido como Zico do Tabuleiro reempossado
para um mandato a frente da entidade.
Alem da sociedade se fez presente o Vereador Janio Barra, O ex-prefeito Braz Costa, o Secretario de agricultura Fernando Morais e presidentes das associações comunitárias do município e o fórum das associações.
Alem da sociedade se fez presente o Vereador Janio Barra, O ex-prefeito Braz Costa, o Secretario de agricultura Fernando Morais e presidentes das associações comunitárias do município e o fórum das associações.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Convite O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Felipe Guerra
O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais
de Felipe Guerra, Convida Vossa Senhoria a participar da Solenidade de posse da
nova diretoria, que realizar-se- a no dia 16 de janeiro 2014, as 08h30min da
manhã na sede do Sindicato, Agradecemos a Todos que comparecerem a nossa
solenidade, São os votos de todos que fazem o Sindicato dos Trabalhadores e
Trabalhadoras Rurais de Felipe Guerra.
Atenciosamente: A nova diretoria do STTR
Atenciosamente: A nova diretoria do STTR
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Mais de 2.500 agricultores familiares receberão parcelas extras do Garantia-Safra
O pagamento de parcelas adicionais do benefício é assegurado pela Medida Provisória n° 635, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 27. Em todo o país, o valor extra beneficiará mais de 686 mil agricultores familiares de 664 municípios.
Conforme o presidente do Sindicato da Lavoura de Mossoró, Francisco Gomes de Melo, embora o valor não seja suficiente para cobrir a perda da plantação, o valor do Garantia-Safra ajuda a amenizar os prejuízos causados pela estiagem. "Muitos agricultores perderam 100% da lavoura. Com o benefício do Governo Federal, esses trabalhadores podem contar com um dinheiro no fim do mês", diz.
Francisco Gomes lembra que a situação dos agricultores da região é bastante complicada devido a dois anos seguidos de perdas por conta da estiagem. "Estamos fechando 2013 com perdas de 99% da lavoura", afirma. Ele acrescenta que a situação não é pior devido às chuvas que caíram nos primeiros meses do ano.
"As chuvas em 2013 foram irregulares, por isso não deu para salvar a plantação. Mas deu para abastecer açudes, cisternas e amenizar os efeitos da seca de 2012", revela. Francisco Gomes destaca que a esperança do homem do campo é que o ano que estar por vir traga boas chuvas.
"As previsões para o período chuvoso de 2014 estão boas até o momento. E com base na nossa experiência no campo, anos terminados em 4 são sempre bons. Por isso, estamos confiantes de que 2014 será um ano de chuvas regulares para que possamos começar a recuperar os prejuízos causados pelas secas nos últimos anos", finaliza Gomes.
Seguro auxilia agricultores que perderam 50% da colheita
O Garantia-Safra é uma ajuda de custo para agricultores com perda de pelo menos 50% da produção por falta ou excesso de chuva.
O seguro vale em municípios com adesão ao Fundo Garantia-Safra, com perdas de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão.
A medida está dentro do conjunto de ações que o Governo Federal vem tomando para amenizar os efeitos da seca para os agricultores. Considerada uma das piores dos últimos 50 anos, a estiagem atinge 98% dos agricultores familiares aderidos ao Garantia-Safra.
Ao todo, serão pagos R$ 312,5 milhões para o conjunto de agricultores beneficiados. O aporte será de recursos da União no Fundo Garantia-Safra.
Fonte: O Mossoroense
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
MENSAGEM DO NATAL E ANO NOVO DO STTR FELIPE GUERRA
Que o Natal e o Ano Novo sejam de sucessivas felicidades, com saúde, prosperidade
e espírito de luta, revigorando ideais e manutenção das vitórias conquistadas
ao longo dos anos, bem como não seja necessário renunciar objetivos definidos
pela categoria, representada nos embates por este sindicato e sua diretoria.
Que a magia de lutar seja também energia de participar, de contestar e de defender todos seus interesses dos Trabalhadores(as) Rurais.
Que a magia de lutar seja também energia de participar, de contestar e de defender todos seus interesses dos Trabalhadores(as) Rurais.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Mínimo ficará entre R$ 722 e R$ 724
São Paulo (AE) - O Congresso
Nacional concluiu na madrugada de ontem a votação da Lei do Orçamento do
ano que vem, atualizando o valor do salário mínimo em 2014 de R$ 722,9
para R$ 724. Apesar da previsão, o valor precisa ser definido por
decreto presidencial. Hoje, o salário mínimo é de R$ 678.
Presidenta Dilma: novo salário depende do fechamento do PIB
A presidente Dilma confirmou na manhã de ontem, em entrevista para emissoras de rádio de Pernambuco, que o novo salário mínimo, vigente a partir de 1º de janeiro de 2014, ficará entre R$ 722 e R$ 724, o que representaria uma alta de 6,5% a 6,78% sobre os R$ 678 atuais. “A regra da correção do salário mínimo depende do fechamento do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação, mas dá para sabermos que ficará entre R$ 722 e R$ 724. Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força”, disse. “O pessoal pode ficar satisfeito antecipadamente”, completou a presidente.
Impacto
Caso seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o novo salário mínimo de R$ 724 deve representar um acréscimo de R$ 46 bilhões na economia brasileira no ano que vem, de acordo com estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O reajuste de 6,6% representa aumento real de 0,8%, o menor verificado nos últimos anos. Em 2013, o salário mínimo teve aumento real de 2,7% e em 2012, de 7,6%.
A FecomercioSP ressaltou, por meio de nota, que o salário mínimo foi a mola propulsora da economia nos últimos anos - com exceção de 2013 - e isso não ocorrerá em 2014. “Por isso, o ciclo de manutenção do aumento do PIB por meio do consumo e do incremento do consumo devido a faixas emergentes de renda se esvaiu”, disse. Para a entidade, o crescimento dependerá da “melhora do ambiente de negócios e do aumento do investimento para manutenção do nível de emprego no País”.
Segundo a FecomercioSP, a injeção de recursos na economia brasileira com o 13º salário de 2014 vai representar R$ 156,9 bilhões, por conta da expectativa de aumento de 2% no número de trabalhadores com remuneração vinculada ao reajuste do salário mínimo. Deste montante, cerca de R$ 32,7 bilhões deverão ser destinados a compras.
Fonte: Tribuna do Norte
Presidenta Dilma: novo salário depende do fechamento do PIB
A presidente Dilma confirmou na manhã de ontem, em entrevista para emissoras de rádio de Pernambuco, que o novo salário mínimo, vigente a partir de 1º de janeiro de 2014, ficará entre R$ 722 e R$ 724, o que representaria uma alta de 6,5% a 6,78% sobre os R$ 678 atuais. “A regra da correção do salário mínimo depende do fechamento do PIB (Produto Interno Bruto) e da inflação, mas dá para sabermos que ficará entre R$ 722 e R$ 724. Se tivermos perto de R$ 724 arredondamos para cima, damos uma força”, disse. “O pessoal pode ficar satisfeito antecipadamente”, completou a presidente.
Impacto
Caso seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o novo salário mínimo de R$ 724 deve representar um acréscimo de R$ 46 bilhões na economia brasileira no ano que vem, de acordo com estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O reajuste de 6,6% representa aumento real de 0,8%, o menor verificado nos últimos anos. Em 2013, o salário mínimo teve aumento real de 2,7% e em 2012, de 7,6%.
A FecomercioSP ressaltou, por meio de nota, que o salário mínimo foi a mola propulsora da economia nos últimos anos - com exceção de 2013 - e isso não ocorrerá em 2014. “Por isso, o ciclo de manutenção do aumento do PIB por meio do consumo e do incremento do consumo devido a faixas emergentes de renda se esvaiu”, disse. Para a entidade, o crescimento dependerá da “melhora do ambiente de negócios e do aumento do investimento para manutenção do nível de emprego no País”.
Segundo a FecomercioSP, a injeção de recursos na economia brasileira com o 13º salário de 2014 vai representar R$ 156,9 bilhões, por conta da expectativa de aumento de 2% no número de trabalhadores com remuneração vinculada ao reajuste do salário mínimo. Deste montante, cerca de R$ 32,7 bilhões deverão ser destinados a compras.
Fonte: Tribuna do Norte
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
SECA OBRIGA MORADORES DO RN A GASTAR BOLSA FAMÍLIA EM ÁGUA POTÁVEL
O
Rio Grande do Norte enfrenta a pior seca dos últimos 50 anos, com estiagem que
já dura mais de um ano em diversos municípios. A falta de água mudou a rotina
de milhares de famílias carentes do sertão, que são obrigadas a gastar boa
parte do dinheiro que recebem de programas sociais – como o Bolsa Família –
para poder beber, cozinhar e tomar banho.
Quatro
quilômetros é a distância que separa a população de São José do Seridó do sonho
de acabar com a constante falta d'água. A tubulação do novo sistema adutor da
cidade era para ter sido entregue no dia 19 de novembro do ano passado, mas um
erro no projeto atrasou a conclusão da obra. Segundo a Caern, o novo sistema de
captação, adução, tratamento e reservação do sistema de abastecimento de São
José deve ser concluído em setembro de 2014.
FONTE:
G1 RN
No
dia 19 de setembro, a governadora Rosalba Ciarlini decretou "situação de
emergência por seca" em 150 dos 167 municípios do estado. Em novembro, a
Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) informou que nove
municípios permanecem em colapso no abastecimento. A Caern admitiu que não tem
condições de abastecer a cidade e suspendeu a emissão de faturas aos moradores.
Durante
três dias, o G1 percorreu mais de 1.200 quilômetros de estradas de terra e
asfalto para ver quais são as dificuldades enfrentadas pelos moradores de
Ipueira, Carnaúba dos Dantas, Equador, São José do Seridó, Antônio Martins,
Água Nova, João Dias, Pilões e São Francisco do Oeste. Além da morte de animais
e da destruição de lavouras, foi possível ver que os moradores travam uma luta diária
pela própria sobrevivência, em busca de água potável.
No
domingo (1°), o "Fantástico" mostrou como funcionam os programas que
combatem a seca no Nordeste com caminhões-pipa. O principal responsável pela
distribuição no semiárido do Brasil é o Exército, que paga até R$ 15 mil
mensais para cada um dos 6 mil pipeiros responsáveis por levar água a 835
cidades, em nove estados, para quase 4 milhões de pessoas. Só em 2013, o
governo já gastou mais de meio bilhão de reais no programa. Em dois meses de
investigação, a reportagem encontrou tanques imundos, água contaminada e
entregas que nunca foram feitas.
Com
o nível dos reservatórios muito baixos, a companhia estadual não consegue
distribuir água em todas as cidades. Por conta disso, suspendeu a cobrança das
contas em nove municípios, que dependem da chegada de caminhões-pipa.
"Ninguém mais dá bom dia na rua. Primeiro a gente pergunta se tem água na
caixa", disse a dona de casa Marina Medeiros, de 40 anos. Moradora de
Ipueira, na região Seridó, ela busca água todas as manhãs nas caixas
comunitárias abastecidas pelos caminhões.
A
produtora de vendas Robéria Danielle Dantas, de 27 anos, mora em Carnaúba dos
Dantas e conta que teve que readaptar a vida por conta da escassez de água. A
maior mudança, segunda ela, é não ter conforto para tomar banho. "Não sei
mais o que é tomar um banho decente. Há dois anos, só tomo banho de cuia."
Nas
cidades visitadas, o G1 ouviu várias histórias de sofrimento por conta da seca.
Brigas e ameaças na disputa por um lugar na fila dos chafarizes públicos e das
caixas d'água comunitárias já viraram casos de polícia. Sem água nas torneiras,
o pouco líquido que restou em poços e barragens é barrento e tem mau cheiro,
impróprio para o consumo humano. Quem se arrisca e bebe, adoece facilmente. Os
mais frágeis, como crianças e idosos, sofrem com diarreia e desidratação.
O
comércio de água é o único beneficiado. Há relatos de quem largou a profissão
para vender galões e barris a moradores. O vaivém de caminhões e motocicletas
adaptadas para transportar água já faz parte da paisagem há quase um ano. Quem
tem cisterna também precisa gastar dinheiro para encher os reservatórios. Quem
não tem improvisa com baldes e barris. Vasilhas decoram as calçadas.
Carnaúba
dos Dantas
A
primeira parada do G1 foi em Carnaúba dos Dantas. A cidade fica na região Seridó,
a 220 km de Natal. No caminho, a movimentação de carros-pipa já deu sinais do
quanto a ajuda é necessária. A maioria dos veículos faz parte da Operação Pipa,
programa de responsabilidade do Exército brasileiro.
Segundo
o coronel Marcelo Pellense, coordenador do programa no Rio Grande do Norte, em
113 municípios do estado caminhões foram contratados para levar água aos
desassistidos pela seca. "Toda a água que o Exército fornece é potável,
vem da própria Caern e é apropriada para o consumo. Nas cidades em que a Caern
não tem de onde tirar água, são os municípios que indicam os mananciais. A cada
30 dias, as prefeituras precisam nos enviar relatórios de análise da qualidade
da água", ressaltou o oficial.
De
acordo com o coronel Josenildo Acioli, coordenador da Defesa Civil no Rio
Grande do Norte, o estado mantém caminhões-pipa em 24 municípios que não fazem
parte da lista dos 113 que já são assistidos pelo Exército. Segundo ele, a água
oferecida à população também é apropriada para o consumo.
Ainda
de acordo com Acioli, a água que é fornecida gratuitamente para essas 24
cidades (incluindo João Dias, Pilões e São Francisco do Oeste) pode acabar.
Para evitar que isso ocorra – uma vez que só há recursos para garantir o
fornecimento até o fim de janeiro de 2014 – o órgão está apelando ao governo
federal.
"Protocolamos
em outubro, junto à Secretaria Nacional da Defesa Social, um pedido de mais
recursos. Ainda não tivemos resposta, mas precisamos prorrogar nosso programa
de atendimento por pelo menos mais seis meses. Para isso, são necessários R$
9,2 milhões", afirmou Acioli.
Ipueira
Em
Ipueira, cidade que também fica no Seridó potiguar, os problemas com a falta
d'água se repetem. O colapso no abastecimento levou a prefeitura a instituir um
"cartão vale água". Com ele, cada residência tem direito a 120 litros
de água potável por semana. O controle passou a vigorar há três meses e já
virou caso de polícia. Osawa Brasil, servidor público que controla a
distribuição de água potável, já foi ameaçado de levar uma surra por um
morador.
Ipueira
está com colapso no abastecimento desde agosto. A Caern diz que o abastecimento
só será normalizado quando tiver capacidade de retirar água das barragens da
região.
São
José do Seridó
A
Caern explicou ao G1 que, durante a execução do projeto, a empresa contratada
observou que a geologia do solo, bastante rochoso, impedia o andamento do plano
original. Por isso, em setembro, a obra foi suspensa para uma readequação. As
modificações foram enviadas à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), responsável
pela análise e liberação dos recursos, em novembro do ano passado.
Essa
readequação vai custar R$ 400 mil a mais na obra. "Originalmente, os
recursos tinham a ordem de R$ 2,7 milhões, e com a readequação foram para R$
3,1 milhões, tendo sido executado R$ 1 milhão na construção de uma adutora por
gravidade, que está hoje 70% concluída. O dinheiro a ser liberado será usado
para finalizar essa adutora e, ainda, a execução de dois reservatórios
elevados, uma Estação de Tratamento de Esgotos e uma adutora por
recalque", diz a Caern em nota emitida por sua assessoria de imprensa.
Adutoras,
barragens, cisternas e dessalinizadores
A
assessoria de comunicação do governo do estado informou que a governadora
Rosalba Ciarlini preside o Comitê Gestor de Avaliação e de Combate à Seca, que
semanalmente se reúne para monitorar a execução das ações estratégicas
realizadas com o apoio das secretarias estaduais, do Corpo de Bombeiros e da
Defesa Civil. Dentro das ações, está a construção de mais de 700 quilômetros de
adutoras, 3.400 barragens submersas e 17 mil cisternas, além da recuperação de
60 dessalinizadores e da perfuração de mais de 200 poços em vários municípios.
A
comunicação do governo citou como exemplo um incremento de mais 22 quilômetros
de adutora. A perfuração de outros 12 poços no Sistema Adutor Monsenhor
Expedito deve passar a fornecer, nos próximos meses, uma oferta de 750 metros
cúbicos a mais de água por hora, um aumento de aproximadamente 50% na produção,
que deverá beneficiar mais de 240 mil pessoas em 30 municípios da região central
e agreste do Rio Grande do Norte.
Quando
entrar em operação, a adutora Monsenhor Expedito deve fornecer 2.200 metros
cúbicos de água por hora, dobrando sua capacidade. A previsão é que neste mês a
obra inicie sua fase de testes e seja inaugurada em janeiro de 2014.
No
dia 28 de novembro, foi publicada no Diário Oficial da União a transferência de
R$ 13,5 milhões do governo federal para o estado poder contratar obras da
adutora de engate rápido em Pau dos Ferros, na região oeste. Com a publicação,
o governo afirmou que será iniciado o processo de contratação da empresa que
vai realizar as obras da adutora em caráter emergencial. "Os recursos
serão liberados pelo Ministério da Integração, através da Defesa Civil
Nacional, para uma conta específica da Defesa Civil Estadual, que é vinculada à
Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc)", diz a assessoria do
Caern.
"Pelo
projeto, a captação da água será na cidade de Itaú, a partir da adutora do alto
oeste, do subsistema Santa Cruz-Apodi. A adutora, que terá 43 quilômetros de
extensão, levará água até o município de Pau dos Ferros, beneficiando
diretamente 28 mil pessoas residentes na cidade e indiretamente 200 mil pessoas
dos municípios vizinhos, que também usufruem da água de Pau dos Ferros",
acrescentou a assessoria.
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